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TERAPIA COGNITIVA:

A Terapia Cognitiva consiste de um sistema de psicoterapia que integra, de um lado, o modelo cognitivo de psicopatologia e, de outro, um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas fundamentado diretamente nesse modelo. Suas premissas básicas, sua praxis e sua eficácia estão apoiadas em grande volume de pesquisas e publicações científicas. O refinamento de seus modelos de intervenção para os mais variados tipos de transtornos emocionais atinge hoje um elevado grau de especificade, em comparação a outros sistemas de psicoterapia. Haja visto, por exemplo, a excelência dos trabalhos na área de transtornos de ansiedade desenvolvidos por Paul Salkovskis e David Clark, propondo modelos cognitivos e recomendações de intervenção elaborados para cada tipo específico de transtorno. Estes, as maiores autoridades atuais na área de Terapia Cognitiva para transtornos de ansiedade, iniciaram há cerca de duas décadas seu trabalhos científicos na Universidade de Oxford e hoje estão a frente do Departamento de Psicologia do Institute of Psychiatry da Universidade de Londres.

O caráter integrado do sistema psicoterápico da Terapia Cognitiva confere grande segurança ao terapeuta, mas, ao mesmo tempo, exige muito de seu treinamento. Em resumo, a prática da Terapia Cognitiva parece muito fácil, mas não é. Profissionais que através dos anos têm passado por treinamento sob nossa supervisão, são unânimes em reconhecer essa afirmação, incômoda mas inegável. A partir daí, depreende-se a impossibilidade de se pretender conhecer e praticar a Terapia Cognitiva a partir da mera leitura de textos consagrados, ou de workshops em congressos, ou de estágios curtos em centros de treinamento no exterior. Estes estágios, na maioria dos casos, por motivos de falta de credenciamento do profissional para a prática clínica no exterior, não envolvem supervisão clínica. Sobre esse aspecto, as grandes autoridades internacionais em treinamento, são unânimes em afirmar a necessidade de treinamento e supervisão prolongados, até que, como coloca Beck, o terapeuta esteja capacitado a atender independentemente.

Esses mesmos líderes internacionais alertam ainda para uma confusão que se tem observado com relação à distinção entre psicoterapia que incorpora algumas técnicas cognitivas e a genuína terapia cognitiva baseada numa conceituação cognitiva do paciente e de suas dificuldades. Nota-se comumente o fato de que muitos terapeutas cognitivos identificam-se como tal quando, estritamente, sua prática não reflete as bases do modelo aplicado da Terapia Cognitiva. Esta auto-denominação não autorizada pode confundir o público, que procura a Terapia Cognitiva, e profissionais que buscam informação e formação nessa área.

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